Pequenos Produtores e Alimentação Saudável
- Bianca Cristina
- 6 de jun. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de dez. de 2021

Os reflexos da greve dos caminhoneiros no setor alimentício nos trouxeram novamente a discussão sobre os nossos hábitos alimentares. Durante e após esse período, a população tem sentido no bolso o aumento dos alimentos oferecidos pelos mercados. Entre a maioria dos produtos faltantes estão hortaliças, legumes e frutas, e, embora as indústrias responsáveis pela sua distribuição já estejam retomando as atividades aos poucos e normalizando a situação nos mercados, o preço ainda assusta o consumidor. Porque não recorrer às alternativas mais viáveis financeiramente e saudáveis também? Assim, além de consumir alimentos que vem direto da terra sem intermédios, a população estimula as atividades dos pequenos agricultores e ainda valoriza a economia local.
Para a sociedade brasileira, porém, consumir produtos livres, ou com baixa quantidade de agrotóxicos, tornou-se uma tarefa cada vez mais difícil; muitas vezes isso se dá por questões da estética dos produtos transgênicos que, se comparados aos orgânicos, quase sempre ‘’machucadinhos’’, faz com que esse sejam vistos como menos atraentes. Além disso, após o debate sobre o fim da obrigatoriedade dos rótulos com informações sobre a presença de transgênicos em produtos alimentícios e a crescente disseminação das sementes transgênicas (OGMs), encontrar produtos orgânicos e limpos no mercado é uma tarefa praticamente impossível. No entanto, a discussão sobre saúde e a busca por uma alimentação adequada, segura e saudável vem aumentando entre os brasileiros. E é nesse sentido que o papel dos pequenos produtores é fundamental: além de ter a produção como meio de sobrevivência, estão preocupados com a questão da segurança e do desenvolvimento alimentar sustentável.
Em Araraquara, são realizadas feiras durante a maioria dos dias da semana, em que os produtores oferecem seus produtos e ainda se aproximam da comunidade que pode adquirir um alimento de qualidade e, principalmente, conhecer de perto o processo de plantio e colheita pelo qual passou o alimento que chega até a sua mesa. Nesse contexto da greve e de falta de muitos alimentos a preços acessíveis, as feiras locais se mostram cada vez mais uma opção mais viável e saudável. Deixaremos, portanto, um quadro dos dias, horários e locais que acontecem essas feiras.

Além dessas, temos a Feira dos Produtores no Terminal Central de Integração (TCI), entre as Avenidas Portugal e São Paulo (Centro), de segunda-feira a sábado das 6h às 17h; a Feira Orgânica da Uniara (Unidade IV), na A. Maria Antonia Camargo de Oliveira (Via Expressa), próxima ao Poupa Tempo, de terça-feira das 16h às 18h30; e, a Feira Noturna no Museu Ferroviário, na Rua Antônio Prado, de quinta-feira das 16h30 às 21h. Ainda, a Associação de Mulheres Camponesas em Ação (AMCA) fornece seus produtos orgânicos e com preços justos, sendo possível entrar em contato pelo telefone: (16) 99723-2403; facebook: https://www.facebook.com/amcaararaquara/; ou email: enedinandrade@yahoo.com.br.




Comentários