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A cada onze minutos uma mulher…

  • Foto do escritor: Stefanie Matos Freire
    Stefanie Matos Freire
  • 4 de abr. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de dez. de 2021

A cada onze minutos uma mulher é estuprada (FBSP, 2017); a cada duas horas uma mulher é assassinada (FBSP, 2017). O cronômetro da violência contra mulher nos traz dados alarmantes sobre a realidade brasileira e de outros países ao redor do mundo: ser mulher é estar em total situação de vulnerabilidade dentro da sociedade.

Essa vulnerabilidade imposta às mulheres parte de uma cultura machista que perdura há séculos, no qual coloca a mulher sempre como um ser inferior ao homem, minimizando e ignorando as capacidades do sexo feminino, a tornando apenas um objeto.

Essa violência contra a mulher parte das mais diversas esferas da sociedade, no âmbito privado e público, nas residências e nas ruas. A insegurança e o medo tornam o dia-a-dia das mulheres mais difíceis.

Na cidade de Araraquara não é diferente: são registrados casos de violência contra mulher constantemente, principalmente contra as discentes da UNESP, que relatam por redes informais de comunicação os constantes assédios sofridos nas ruas da cidade, dentro da faculdade, em festas.

No último final de semana, referente ao feriado da Páscoa, foi registrado um caso de estupro de uma estudante universitária por um colega de universidade dentro de uma residência. A estudante alegou estar dormindo quando acordou e foi surpreendida com a violência acontecendo, indo imediatamente fazer boletim de ocorrência.

O grupo PET Ciências Sociais, preocupada com a situação dos estudantes universitários, principalmente com o grupo de mulheres discentes, se mobilizou e realizou a pesquisa (Des)Caminhos para Casa: a violência contra estudantes da UNESP Campus Araraquara a caminho de suas casas, no ano de 2017, que tinha como objetivo identificar as principais violências sofridas pelos estudantes.

A pesquisa se encontra em sua fase final e que em breve será divulgada para fins de notificar os representantes da UNESP tanto quanto as autoridades municipais sobre os perigos que são enfrentados diariamente pelos discentes, principalmente pelo grupo feminino.

E pensar que enquanto este texto estava sendo escrito e enquanto você lia este texto, mas uma mulher foi violentamente estuprada.



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